Como estimular o nervo vago para ter bem-estar integral


O nervo vago inerva grande parte do nosso organismo. Por isso, muitos o definem como uma força motriz, um canal interno que regula o descanso e que, além disso, desativa reações de ansiedade em nosso corpo. Saber estimulá-lo por meio de exercícios até simples, como a respiração diafragmática, ajuda a reduzir muitas dessas emoções negativas que nos atormentam todos os dias.

Pense em situações que geram ansiedade, medo, incômodo e repulsa. Pense nesses momentos vitais e perceba como em um dado momento seu estômago ou intestino começa a ter espasmos, cólicas, a se agitar com muitas “borboletas”. Essas sensações disparam o nervo vago e enviam ao cérebro uma mensagem categórica de ameaça.

Cientistas descobriram há alguns anos que essa estrutura fascinante do nosso corpo está intimamente relacionada às nossas emoções, mais especificamente à sensação de medo ou a necessidade de fuga. Demonstraram, por exemplo, que as pessoas que sofrem de ansiedade crônica têm hipersensibilidade nesse nervo, que inicia no cerebelo e inerva o aparelho digestivo e intestinal, o aparelho respiratório, o coração e o fígado.

Por causa de todas as suas ramificações, grande parte do nosso organismo entra em desequilíbrio quando somos vítimas da ansiedade. O coração acelera, a digestão diminui, alguns têm diarreia. Com isso em mente, um jeito de controlar o impacto de grande parte das nossas emoções é ao ativar adequadamente o nervo vago. Embora essa estrutura responda a diferentes parâmetros pré-configurados pelo próprio organismo, é possível estimular e melhorar seu funcionamento e promover o efeito contrário: o relaxamento.

O papel do nervo vago

Em 1921, um filósofo alemão vencedor do Prêmio Nobel, Otto Loewi, descobriu que ao estimular o nervo vago, algo muito interessante acontecia: a frequência cardíaca se reduzia e se ativava, por sua vez, a liberação de uma substância muito especial a qual ele chamou de “Vagusstoff” (em alemão, “substância vaga”). Essa substância era, na realidade um neurotransmissor muito específico, a acetilcolina, o primeiro neurotransmissor a ser identificado por pesquisadores.

A acetilcolina é uma das mais importantes substâncias químicas do nosso organismo porque ela possibilita a transmissão do impulso nervoso. Já o nervo vago cumpre um papel essencial e relevante ao atuar como força motriz do sistema nervoso parassimpático e regular nossas respostas de descanso, digestão, reação de fuga, luta ou de relaxamento.

É como se fosse um jogo de forças em que o bem-estar está em equilíbrio homeostático, o “yin-yang” do organismo, onde o ponto ideal reside no fato de poder desfrutar de um nível de ativação justo e adequado em que não há nenhuma sensação de alerta, nem um estado de relaxamento próximo da fraqueza, da apatia ou da imobilidade.

Psicólogos clínicos explicam que algo tão básico como estimular uma conexão saudável do nervo vago entre o intestino e o cérebro nos ajudaria a regular muito melhor a produção de neurotransmissores como a acetilcolina e o ácido gama-aminobutírico (GABA), e esses neurotransmissores permitem reduzir o ritmo cardíaco, a pressão arterial e a atividade de órgãos excessivamente estimulados pela ansiedade, dormir melhor, fazer digestão melhor, entre outros fatores.

Como estimular o nervo vago?

Uma das abordagens seria realizar uma série de massagens na região da boca do estômago e ativar a ação do nervo vago para produzir uma sensação de tranquilidade e aliviar os espasmos intestinais associados a estados de ansiedade.

Outra abordagem para conseguir isso é através da respiração diafragmática. Essa técnica de respiração é uma boa ferramenta de relaxamento cotidiano, e se praticada todos os dias, reduz sensações de ameaça, melhora a digestão, traz equilíbrio interno e descanso mais restaurador.

Existem ainda diversas outras estratégias que, combinadas com a respiração profunda ou diafragmática, podem ajudar muito.

  • Exercício aeróbico moderado e praticado diariamente

  • Conexões sociais positivas e enriquecedoras

  • Praticar a meditação

  • Manter um diário para incentivar a comunicação consigo mesmo

  • Consumo de probióticos, pois ter uma flora intestinal saudável reduz inflamação e reflete na saúde mental

  • Tomar banhos frios de poucos minutos

  • Praticar ioga

  • Dormir do lado esquerdo

  • Rir com frequência

  • Aumentar os níveis de serotonina e ocitocina

  • Estimular o nervo vago para combater a ansiedade

Em suma, simplesmente cultivar emoções positivas, desfrutar de boas relações sociais, ter momentos de ócio, rir muito e relaxar também estimula o nervo vago positivamente.

Além disso, não podemos esquecer que é no próprio intestino que é fabricada a quase totalidade da serotonina, o hormônio do bem-estar. Além disso, colocar um sorriso no rosto, dançar, caminhar, nadar etc. produz mudanças metabólicas positivas que esse imenso nervo, que “vaga” erraticamente pelo nosso corpo, capta imediatamente para enviar uma mensagem muito específica ao nosso cérebro: “tudo está tranquilo, estamos bem”.

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